12 março, 2014

Permissão pra ser feliz

"gordinhas" by Rosana Urbes
"Sou gordinha mas sou feliz"
Quantas e quantas vezes já falamos ou escutamos essa?

Parece que quem é gorda tem que se desculpar por não ser "ideal" e ao mesmo tempo, ser feliz... Como se a felicidade estivesse diretamente ligada a um padrão. A uma imagem. A uma falsa impressão. A uma ilusão.



Essa semana, uma amiga no nosso grupo [privado] >> Comendo Sem Culpa no facebook (oi Ana :), deixou um texto lá pra gente, do Prof.Hermógenes, que é um escritorprofessor e divulgador brasileiro de hatha ioga. 
O texto me tocou bastante e inspirou a escrever esse post.

Normose

O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu não sou filiado, seguidor fiel, ou discípulo de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.
Professor Hermógenes



Por que, mesmo saudáveis, ainda nos vemos na necessidade de melhorar esteticamente e alcançar metas e objetivos "ideais" de imagem pra dai sim, achar que merecemos ser felizes?
Por que vamos, às vezes, a extremos (mesmo sem nos dar conta) em nome de alcançar esse ideal?
Por que insistimos tanto e nos frustramos quando lutamos com todas as nossas forças e nunca chegamos a esse ideal?

O texto cobre também todas essas indagações.

Descobrir o que funciona pra vc, ter suas próprias expectativas, ter suas próprias metas, sem confundir isso com o que os outros esperam que nós sejamos. É uma revolução. E quebrar com todos os tabus que são necessários pra libertar nosso verdadeiro eu, é necessário muita coragem.
Mas o resultado é extraordinariamente melhor do que seguir cegamente (e inconscientemente) ideais alheios do que "seria" melhor.
Viver sua vida do jeito que vc quiser.
Ousar ser livre.

Aaaah a tal liberdade...

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4 comentários:

  1. Já me senti muito assim. Parece que por não ser tão normal precisava ser muito simpática e engraçada com as pessoas para que não desistissem de mim; Isso é horrível, mas o bom é que a gente admite e muda. Não que eu tenha virado uma metida...ahahaah. Mas sei que não preciso correr atrás de atenção! :D

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    1. Exato Luisa! Metida não! Auto-confiante ;)

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